Page 20 - Fundação MEO - Net Arte no Triângulo das Bermudas
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num telemóvel, com uma sequência do interior de cada     26. Programa criado sem
    um. Colocou-se ainda um exemplar do seu livro Art +      propósitos lucrativos.
    Internet + Performance = beginning of the 90’s
    (2008), onde a artista reflete sobre o advento da Internet e as suas
    relações com a performance.
        O projeto AO2D de Luísa Ribas & João Cruz foi ressuscitado pelo
    engenheiro informático Carlos Afonso. O projeto consiste em quatro
    painéis audiovisuais coloridos parametrizados para reagir quando um
    cursor navega sobre cada um deles. Cada painel tem uma interação
    visual e sonora distinta. No seu conjunto encontram-se harmoni-
    zados por uma estética visual e sonora eletrónica abstrata e repeti-
    tiva. AO2D existiu durante alguns anos no primeiro sítio da editora
    Cronica Electronica e integrou a exposição online Medialounge,
    parte integrante da exposição Abstraction Now, realizada
    no Künstlerhaus Wien, na Áustria. Para colocar o projeto interativo
    a funcionar, Carlos Afonso instalou a aplicação Flashpoint Archive,
    um programa criado por entusiastas de jogos, animações e outras
    experiências interativas que dependem da Internet, cujo intuito é o
    de ajudar a preservar este tipo de artefactos digitais . O Flashpoint
                                                       26
    Archive, por sua vez, instalou o programa Projector numa pasta (C:\
    Flashpoint\FPSoftware\Shockwave\PJ9\Projector.exe) que interpreta
    os quatro ficheiros DCR (Director Shockwave) originais. Na altura
    os navegadores mais comuns, Netscape e Internet Explorer, que
    suportavam ficheiros SWF e DCR, permitiam que se alternasse de
    um painel para o outro através de dois pequenos “botões” quadrados
    colocados por baixo destes. Contudo, com o desaparecimento do
    Director e de vários Plug-ins associados, não foi possível calibrar
    de novo essa função. Foram então criados quatro atalhos de modo
    a fazer correr o Projector e abrir cada ficheiro, à vez, numa única
    instrução (ex: C:\Flashpoint\FPSoftware\Shockwave\PJ9\Projector.
    exe “c:\expo\amus.dcr”).
        Apesar de esta versão de AO2D não corresponder exatamente
    ao projeto inicial, o visitante podia interagir com o trabalho instalado
    num computador através de um monitor a cores CRT (Cathode-Ray
    Tube), um rato e auscultadores. O monitor CRT tem uma resolução
    muito inferior aos atuais LCD (Liquid-Crystal Display) e por isso
    permitiu exibir o projeto num formato mais próximo do original.
    No ecrã estavam indicadas instruções sobre como interagir com
    o trabalho:
           › abrir um dos quatro ficheiros localizados na barra de baixo
    para interagir;
           › minimizar o ficheiro e repetir os passos anteriores com os
    restantes três ficheiros.



    O Estudo da Net Art em Portugal e a Exposição
    O Estudo da Net Art em Portugal e a Exposição     20
    Net Arte no Triângulo das Bermudas
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