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Arte e Tecnologia
Perdurar como Paradoxo: o que guardamos também nos transforma
1 outubro 2026
“A preservação de uma obra nem sempre implica a sua visibilidade imediata.” É a partir desta reflexão que o Espaço Fundação MEO, no Fórum Picoas, abre portas à exposição “Perdurar como Paradoxo: Obras da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação MEO”, reunindo 17 artistas e resgatando obras raramente expostas e outras apresentadas ao público pela primeira vez.
Há obras de arte que passam anos guardadas. Desafios de escala, complexidade técnica, exigências de conservação ou a própria memória que carregam fazem com que permaneçam reservadas no acervo. Mas o que acontece quando essas peças voltam ao olhar do público? É esta reflexão que inspira a nova exposição do Espaço Fundação MEO.
Com curadoria de Afonso A. Castro (IHA – NOVA FCSH), a mostra reúne trabalhos produzidos desde a década de 1980, estabelecendo um diálogo entre diferentes gerações e linguagens artísticas. Da pintura ao desenho, da fotografia à instalação e ao vídeo, a exposição apresenta obras de artistas como Pedro Cabrita Reis, Eduardo Batarda, Eduardo Nery, Alexandre Estrela, Joana Rosa, Pedro Casqueiro, Pedro Proença e Maria José Oliveira.
Uma coleção viva e acessível a todos
Mais do que revelar peças habitualmente afastadas do olhar do público, a exposição assume a democratização da cultura como um dos seus princípios centrais. Concebida para proporcionar uma experiência inclusiva e autónoma, disponibiliza recursos de audiodescrição, legendagem, Língua Gestual Portuguesa (LGP) e conteúdos adaptados para crianças, promovendo o acesso a diferentes públicos.
Para a Administradora-Delegada da Fundação MEO, Madalena Albuquerque “A arte deve ser uma experiência verdadeiramente acessível, capaz de criar pontes entre pessoas, linguagens, sensibilidades e diferentes formas de olhar e compreender o mundo. Nesta exposição, quisemos que a inclusão estivesse presente desde o primeiro momento, integrando recursos que permitem a públicos com diferentes necessidades e perfis não apenas conhecer, mas também interpretar e experienciar as obras de forma autónoma e significativa. Esta é, igualmente, uma expressão concreta da forma como na Fundação MEO acreditamos que a tecnologia pode colocar-se ao serviço das pessoas, promovendo a aproximação, a participação e uma cultura mais aberta, partilhada e inclusiva”.
A metamorfose do tempo e da tecnologia
Com uma organização pensada para uma exploração livre, a exposição cruza diferentes meios artísticos, do desenho e da pintura às instalações interativas e ao vídeo. Em vez de seguir uma cronologia rígida, o percurso convida os visitantes a refletir sobre a forma como os artistas têm trabalhado a matéria, a tecnologia e a passagem do tempo ao longo das últimas décadas.
Ao assumir a aparente contradição entre guardar e mostrar, Perdurar como Paradoxo demonstra que as obras de arte e as coleções permanecem vivas através das múltiplas leituras e interpretações que suscitam, reescrevendo continuamente a sua relação com o público.
Informações úteis
- Título: Perdurar como Paradoxo: Obras da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação MEO
- Local: Espaço Fundação MEO, Fórum Picoas, Lisboa
- Datas: Patente até 13 de novembro de 2026
- Horário: Dias úteis, das 10h às 18h
- Curadoria: Afonso A. Castro (IHA – NOVA FCSH)
- Parceria: Fundação MEO e Instituto de História da Arte (IHA – NOVA FCSH)
- Acessibilidade: Audiodescrição, Língua Gestual Portuguesa (LGP), legendagem e conteúdos adaptados para crianças
- Entrada: Livre

