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Inclusão
Microcredencial Aplicações das Tecnologias de Apoio na Execução de Materiais Pedagógicos Digitais Inclusivos
28 março 2026
“Aplicações das Tecnologias de Apoio na Execução de Materiais Pedagógicos Digitais Inclusivos”
Terminou no dia 27 de março a primeira edição da microcredencial, desenvolvida pela Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa, em parceria com a Anditec e com o apoio da Fundação MEO.
Esta nova formação surgiu como resposta direta aos desafios identificados pelos participantes da Formação Avançada em Tecnologias de Apoio para a Inclusão (FATAI) — também apoiada pela Fundação MEO e atualmente na sua 7.ª edição — que manifestaram a necessidade de aprofundar áreas específicas relacionadas com a conceção e produção de materiais pedagógicos inclusivos. A experiência acumulada ao longo dos últimos anos confirmou a importância de disponibilizar ofertas formativas mais técnicas e especializadas.
Diversidade dos participantes como motor de aprendizagem

Para Margarida Nunes da Ponte, docente de educação especial e uma das coordenadoras da microcredencial, a diversidade do grupo foi um dos principais fatores de sucesso:
“Logo no primeiro dia percebemos que havia um nível muito heterogéneo entre os formandos. O desafio era chegar a todos de forma útil e eficaz, e creio que conseguimos. A heterogeneidade acabou por funcionar muito positivamente, promovendo interajuda e permitindo que cada um colocasse as suas competências ao serviço do grupo. Essa foi uma das grandes mais‑valias da formação.”
A coordenadora destacou ainda a forte componente prática:
“Tivemos muitas atividades de experimentação e role playing. Em grupo, os formandos assumiam o papel de professores e de alunos com diferentes dificuldades, utilizando os materiais que desenvolveram. Foi muito interessante.”
Trabalhos finais com foco na inclusão
Na sessão de encerramento foram apresentados quatro projetos de adaptação e criação de atividades pedagógicas, todos desenvolvidos a partir de um livro infantil, demonstrando a capacidade dos participantes para aplicar Tecnologias de Apoio na construção de soluções acessíveis e inclusivas.

Entre os formandos esteve Liliete Santos, docente de Português na Escola António Gedeão, em Almada, que já tinha frequentado a FATAI. Sem hesitar, recomendou esta nova microcredencial a outros profissionais:
“Sem dúvida. É uma grande mais‑valia pela qualidade dos formadores, pelos trabalhos dos colegas, pelas partilhas e pelos ensinamentos que vamos ganhando. Vale a pena por tudo isso. Recomendo a 100%.”

Materiais acessíveis com impacto no ensino
Os recursos produzidos ao longo da formação recorrem a Tecnologias de Apoio — tanto hardware como software — direcionadas para alunos com Necessidades Complexas de Comunicação. Estes materiais asseguram acessibilidade digital adequada para estudantes incluídos no ensino regular, permitindo que possam participar plenamente nas atividades de aprendizagem.
A microcredencial contribui assim para um efeito multiplicador, ao capacitar profissionais para desenvolver e disponibilizar recursos que promovem participação, autonomia e equidade no acesso ao currículo.

Compromisso da Fundação MEO com a inclusão digital e educativa
O apoio da Fundação MEO foi determinante para a concretização desta primeira edição, permitindo isentar os formandos do pagamento de propinas e reforçando o compromisso da Fundação com a educação inclusiva, a acessibilidade digital e a promoção do direito à aprendizagem para todos os alunos, independentemente das suas condições de comunicação ou funcionalidade.

