Page 150 - Fundação MEO - Net Arte no Triângulo das Bermudas
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original. Este trabalho envolveu uma combinação de       49. Para uma explicação
    migração de código, substituição de hiperligações,       detalhada do processo de
                                                             preservação, ver Engel et al.
    substituição de bases de dados e migração de tags        (2018).
    e framesets HTML. Em linha com os padrões e éticas       50. Mark Graham e a Wayback
                                                             Machine nunca estiveram
    de conservação, todas as alterações foram documen-       envolvidos no desenvolvimento
    tadas através de controlo de versões, relatórios de      de Brandon; no entanto, ao
                                                             longo dos anos, arquivaram
    tratamento e anotações de código . Em 2017, o sítio      o sítio e armazenaram
                                      49
                                                             capturas de ecrã na Wayback
    foi relançado. No entanto, vários desafios dificultaram   Machine. Acreditávamos que
    a restauração completa do projeto: enquanto o sítio      essa documentação poderia ser
                                                             relevante para compreender
    faz parte da coleção permanente do Guggenheim, os        a história – e o potencial
                                                             futuro – de Brandon.
    artefactos recolhidos durante os eventos offline não     51. Ver Engel et al. (2018).
    o fazem. Além disso, embora Brandon pudesse              52. Ver Wielocha (2021).
    ser reconstruído e estudado por meio da documen-
    tação e outros fragmentos disponíveis nos arquivos
    de diferentes instituições (como a De Waag, em Amesterdão, e a
    Fales Library & Special Collections, na NYU), nem tudo está devi-
    damente processado ou acessível. Numa tentativa de formar uma
    rede de cuidado, realizámos discussões individuais com alguns dos
    colaboradores do passado: a própria Cheang, Dragan Espenschied
    e Michael Connor (Rhizome), Marvin Taylor (Fales Library & Special
    Collections), Marleen Stikker (De Waag) e Mark Graham (Wayback
    Machine) . Embora cada uma dessas instituições possua a sua
             50
    própria especialização, abordagens e culturas de trabalho, queríamos
    saber se estariam interessadas numa potencial colaboração, em linha
    com algumas das intenções de Cheang para o projeto. Por exemplo,
    seria possível juntar esforços individuais de forma a contribuir para
    o todo? Como construir com base no conhecimento de outros?
    Como melhorar o acesso e a partilha de informação?
        As principais dificuldades na preservação digital foram identifi-
    cadas durante estas discussões. Em primeiro lugar, a questão finan-
    ceira: como a maioria das iniciativas de preservação de arte digital
    ainda não está institucionalizada, cada organização tem a sua forma
    de obter financiamento ou alocar orçamentos. A falta de recursos
    fixos significa que a maioria das iniciativas é orientada por projetos
    e, por isso, a preservação só ocorre quando há uma preocupação
    imediata. Por exemplo, como o Guggenheim recorda, um esforço
    anterior para preservar Brandon foi desencadeado por um
    pedido de empréstimo de outro museu, o que os levou a investigar
    mais de perto o funcionamento do projeto . Este modo de trabalho
                                              51
    é comumente referido como “conservação em ação” [conservation-
    -in-action ]. Em segundo lugar, a dependência de esforços indivi-
              52
    duais: a maioria dos projetos de preservação depende de uma pessoa
    específica, como o(s) artista(s), um curador ou um conservador.


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